Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o total de investimento captado através dos Vistos Gold superou os 5.000 milhões de Euros em Janeiro, com a compra de imóveis a representar 90% do montante.

As Autorizações de Residência para Actividades de Investimento (ARI) excedeu a fasquia dos 5.000 milhões de Euros do investimento total captado, ao atingir o valor exato de 5.037.667.787,26 Euros. Desde outubro de 2012, período em que este instrumento de captação de investimento estrangeiro entrou em vigor, foram atribuídas 8.288 ARI até o passado Janeiro.

Do montante total captado, 90% corresponde à atribuição de Vistos Gold mediante a compra de bens imóveis, cuja fatia do investimento é cerca de 4.548.830.307,73 Euros. Neste contexto, foram concedidos 7.810 Vistos Dourados, dos quais 7.332 ARI mediante o requisito de compra de imóveis de valor igual ou superior a 500.000 Euros.

Quanto ao critério de compra de imóveis para reabilitação urbana, foram atribuídos 478 vistos, representando um investimento de 172.117.411,33 Euros. Por outro lado, o critério de transferência de capitais totalizou 461 vistos, num investimento total de 488.837.479,53 Euros. Por fim, 0 critério de criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho, foi responsável pela atribuição de 17 vistos.

No top 5 dos países de origem deste investimento está a China (4.484 vistos), seguida do Brasil (868), Turquia (385), África do Sul (323) e Rússia (307). Desde o início do programa já foram concedidas 14.154 autorizações de residência a familiares reagrupados.

Atualmente, e no seguimento de uma votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, os Vistos Gold foram limitados aos investimentos imobiliários em municípios do interior e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Em causa estavam as propostas sobre o fim dos Vistos Gold apresentadas por alguns partidos, que foram chumbadas com votos contra do PS e PSD.