No segundo semestre de 2018, os preços das casas no centro histórico de Lisboa aumentaram 19%. Significa isto um retomar da dinâmica de crescimento que ronda os 20%, de acordo com os dados divulgados recentemente pela Confidencial Imobiliário.

Como empresa independente, a Confidencial Imobiliário é especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado imobiliário. Esta possui índices e bases de dados sobre investimento e sobre os mercados de compra e venda, e de arrendamento de fogos, de cada freguesia.

Segundo o Índice de Preços do Centro Histórico de Lisboa (IPCHL), onde as freguesias lisboetas da Misericórdia, Santa Maria Maior e São Vicente se integram, a subida verificada no segundo semestre de 2018, recoloca a atividade dos preços nesta zona a volta dos 20%. Nível observado desde o segundo semestre de 2015, e apenas inibido no primeiro semestre de 2018, quando a oscilação homóloga dos preços desceu para 5,6%.

Ao acompanhar a evolução dos preços de transação das habitações nesta área central de Lisboa, o índice concluiu que, o aumento dos preços foi de 18,8% no segundo semestre de 2018. Período esse igualmente em forte aceleração face ao semestre anterior, quando os valores de transação continuaram quase inalterados, ao assinalar uma variação residual de apenas 0,1%.

A Confidencial Imobiliário revela que o crescimento acumulado dos preços no centro histórico de Lisboa face ao primeiro semestre de 2013, é já de 134%, graças a recuperação verificada no segundo semestre de 2018. Para além das três freguesias principais do centro histórico lisboeta, e numa análise mais geral da cidade, observou-se uma desaceleração da subida dos preços das casas, cujo crescimento homólogo no último trimestre de 2018, era de 16%.  

Os dados de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário indicam que em termos trimestrais, o aumento dos preços das casas em Lisboa foi de 1,7% no quarto trimestre de 2018, em pleno abrandamento face aos 5,3% observados no início do ano. Por conseguinte, apresenta-se como sendo a subida em cadeia mais baixa dos últimos três anos.