Um quinto das habitações compradas em 2017 e ao longo de 2018 em Portugal, foi adquirido por estrangeiros. Os franceses são os que mais se destacam na área do investimento.

De acordo com dados oficiais, apesar do francês representar a maior fatia do investimento estrangeiro no país com 29%, é o investidor brasileiro que mais tem crescido, representando já cerca de 19% da compra de casas. Estes dois principais investidores são seguidos  pelos ingleses (11%), os chineses (9%) e por fim, pelos angolanos (7,5%).

Na verdade, este potencial poderio brasileiro no mercado imobiliário nacional não é uma surpresa, pois deve-se não só à instabilidade política, social e económica que o Brasil está a atravessar, mas também à eleição de Donald Trump. O novo presidente americano fez com que muitos brasileiros que haviam investido habitualmente na Florida, procurassem alternativas seguras na Europa, nomeadamente em Portugal. Esta ascensão deverá manter-se ao longo de 2019, sobretudo em Lisboa e no Porto.

O Algarve continua a ser a região do país tradicionalmente mais procurada, sobretudo em termos de tipologias T2 e T3. Mesmo assim, esta procura deverá dispersar-se por outras regiões portuguesas em 2019, uma vez que existe cada vez mais investidores internacionais interessados em apostar na compra de casa fora das zonas habituais.

Consequentemente, estas regiões irão receber novos impulsos económicos que irão contribuir para o seu desenvolvimento. As perspetivas são promissoras, pois muitos investidores estrangeiros procuram alternativas de investimento apostando no turismo rural.

No entanto, o desafio prioritário neste momento, seja deter a quebra que se tem registado no investimento chinês. Para o efeito, os procedimentos do programa de Autorização de Investimento para Atividades de Investimento devem ser rapidamente normalizados. De forma, a que os cidadãos chineses deixam de se sentir prejudicados e desconfiados pelos sucessivos atrasos, na emissão e renovação de vistos que se tem verificado atualmente.