03Já se imaginou a morar no Parque das Nações? É um sonho e um desejo de muitos Lisboetas, Portugueses e não só. Tudo indica que esta ambição vai continuar a manter-se viva, pois segundo as últimas estatísticas de 2018, as habitações nesta freguesia ficaram 0,3% mais baratas.

Classificada como uma das zonas premium da capital, a freguesia do Parque das Nações, continua a ter um metro quadrado superior à média de Lisboa. De acordo com os dados do INE, uma casa em Lisboa custa 3.010 Euros por metro quadrado, enquanto que no Parque das Nações esse valor sobe para 3.247 Euros. No entanto, este valor tem vindo a descer lentamente desde o ano passado.

Na opinião de Ricardo Rajani, agente imobiliário na freguesia em questão, defende que esta suave quebra se deve à quase inexistência de rotação no mercado. Exemplifica afirmando que há três anos atrás, existiam imóveis cerca de 20% mais económicos do que atualmente. Na verdade, o que está a acontecer neste momento, é um ajuste para um valor real de mercado.

Além disso, o consultor revela ainda outra razão: os investidores internacionais, associados aos Vistos Gold. Efetivamente, os dados do INE indicam que em 2018 foram atribuídos 1.409 vistos, correspondente a um investimento de 838 milhões de Euros. O que representa menos 0,6% do que no ano anterior.

Anteriormente, existia uma certa pressão por parte dos estrangeiros que fazia com que o mercado subisse. Agora, já não existe essa pressão porque os Golden Visa foram perdendo relevância, devido a demora sentida por estes investidores na obtenção do visto final. O Parque das Nações era sem dúvida, uma zona de eleição para esses clientes que agora se afastaram, conduzindo naturalmente a descida dos preços. O consultor acredita que vão diminuir ainda mais.

No entanto, o Presidente da Associação de Promotores e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, admite que a referida descida é insignificante num universo no qual existe pouca oferta. Esclarece que se a base de dados é reduzida, pode eventualmente causar uma ligeira diferença, mas tal não significa forçosamente que os preços estejam a descer. Acrescenta ainda, que esta diferença está mais relacionada com a dimensão e com o número de transações efetuadas.

Ricardo Rajani apoia estas afirmações de Luís Lima e prevê para este ano, que apesar do preço do metro quadrado continuar a baixar, irá continuar a estar bastante mais alto do que em 2014. Finaliza o seu pensamento declarando que, em 2016 e 2017 houve realmente um pico no preço das casas nessa zona, mas com a recente saída dos estrangeiros, o preço baixou. Contudo, trata-se de uma descida dum histórico máximo bastante alto.