O ano passado, o valor total das transações evoluiu para 24,1 mil milhões de Euros, o equivalente a 12% do PIB nacional. Representa um novo recorde, para um mercado que vive um dos melhores momentos de sempre.

 Em 2018, venderam-se 178 691 casas de habitação em Portugal. Um aumento alucinante que representa mais 16,6% do que em 2017 e mais 70 casas do que o ano passado. Esta subida das transações foi acompanhada ao mesmo tempo, por uma subida dos preços. O Índice de Preços da Habitação aumentou 10,3%, contra uma subida de 9,2% em 2017.

No entanto, no final do ano, o mercado abrandou o ritmo no que diz respeito ao número de vendas, bem como ao valor das transações. O Diretor-Geral do IAD Portugal, Alfredo Valente admite que o ritmo ascendente das vendas e dos preços abrandou, porque o mercado necessita ajustar-se. Justifica afirmando que existe um desequilíbrio significativo entre a oferta e a procura.

Atualmente, o mercado recorre cada vez mais a compra e venda de alojamentos usados, que por sinal refletiram 85% das vendas realizadas em 2018. Neste momento em Portugal, a construção nova habitacional é escassa e sem capacidade de concorrer, com a oferta das construções usadas que está a ganhar mais peso.

E qual é a zona onde se vendem mais habitações?

A área metropolitana de Lisboa e a região Norte representaram 64,6% do total, com o distrito de Lisboa a concentrar 48% do valor das vendas. Já a região Norte representou 23,5% do total de vendas, assim como o Alentejo que ganhou posição com uma subida de peso.

No entanto, a zona que rodeia Lisboa registou uma redução no total de vendas. Até agora, os grandes centros urbanos em torno dos aeroportos, tais como Porto, Lisboa e Faro, eram as zonas mais procuradas. Efetivamente, o que está a acontecer é que a oferta existente está essencialmente cara, conduzindo a procura à zonas mais abrangentes. Por exemplo, na região do Porto, a procura expandiu-se entre Viana do Castelo e Aveiro, e em Lisboa entre a Costa de Prata e a Costa Alentejana.